Teoria do Consumidor I.

A ciência por detrás das compras.

Aprenda como os consumidores maximizam a utilidade através de escolhas e trade-offs.

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O que é a Teoria do Consumidor?

A teoria do consumidor analisa como os indivíduos tomam decisões para alocar recursos limitados, como o rendimento, de forma a maximizar a satisfação (utilidade).

Centra-se na compreensão das preferências do consumidor, das restrições orçamentais e de como as escolhas são feitas para alcançar a maior utilidade possível.

Esta teoria constitui a base para prever o comportamento do consumidor, permitindo-nos compreender como as alterações nos preços, no rendimento e nas condições de mercado afetam as decisões de despesa, influenciando a procura e as tendências de mercado.

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Escolhas do Consumidor

Sara, uma gestora de marketing nos seus trinta e poucos anos, equilibra cuidadosamente o seu salário mensal entre despesas essenciais e escolhas de estilo de vida.

Ela tem de tomar decisões que refletem não apenas as suas necessidades imediatas, mas também os seus objetivos a longo prazo, como poupar para investimentos futuros ou progressão na carreira.

O percurso de Sara proporciona uma aplicação prática da teoria do consumidor, ilustrando como os indivíduos otimizam os seus recursos num ambiente em constante mudança.

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Utilidade Total e Marginal

A utilidade mede a satisfação que um consumidor obtém ao consumir bens e serviços.

A utilidade total é a satisfação global obtida de todas as unidades consumidas, enquanto a utilidade marginal é a satisfação adicional obtida ao consumir mais uma unidade de um bem.

Em economia, utilizamos estes conceitos para avaliar como cada unidade de um bem contribui para o bem-estar geral de uma pessoa, orientando as decisões sobre como alocar os seus recursos limitados entre vários bens.

A Lei da Utilidade Marginal Decrescente

A lei da utilidade marginal decrescente estabelece que, à medida que um consumidor consome mais de um bem, a satisfação adicional (utilidade marginal) obtida de cada unidade extra diminui.

Inicialmente, as primeiras unidades proporcionam uma satisfação significativa, mas à medida que o consumo continua, o valor de cada unidade subsequente diminui.

Este princípio explica por que os consumidores estão menos inclinados a comprar grandes quantidades do mesmo artigo e, em vez disso, optam por diversificar os seus gastos entre diferentes bens.

O Dilema do Café de Sara

Sara aprecia café, tanto como ritual diário como estímulo à produtividade: a sua primeira chávena dá início ao dia, a segunda é um conforto a meio da manhã, mas à terceira, o prazer diminui.

Isto ilustra a utilidade marginal decrescente—a satisfação extra de cada chávena adicional diminui.

Compreendendo este conceito, Sara limita as suas compras de café, optando por alocar fundos a outros recursos potenciais, maximizando assim a sua utilidade global.

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