
2/23/2026


O Supremo Tribunal dos EUA anulou a maioria das tarifas globais do presidente Donald Trump. Numa votação de 6-3, o tribunal declarou que a lei de emergência de 1977 utilizada pela Casa Branca não confere ao presidente o poder de impor tarifas abrangentes.
Os principais pontos do tribunal:
A administração arrecadou mais de $130 mil milhões ao abrigo do sistema anterior, e as empresas estão agora a preparar-se para lutar por reembolsos nos tribunais inferiores.
O presidente apressou-se a anunciar novas tarifas temporárias de 10% sobre todos os bens globais que chegam à América a partir de 24 de fevereiro — e logo no dia seguinte, aumentou-as para 15%.
Estas novas taxas baseiam-se noutra lei dos anos 1970 (Secção 122) e só podem ser utilizadas durante 150 dias antes de o Congresso intervir.
Conclusão: Para as empresas que finalmente sentiam que compreendiam as regras, o manual voltou a mudar. O Supremo Tribunal deixou os reembolsos a cargo dos tribunais inferiores, podendo desencadear uma batalha jurídica de vários anos.
Em abril de 2025, o presidente Trump anunciou um "Dia da Libertação," impondo tarifas abrangentes a quase todos os parceiros comerciais, e depois ofereceu uma saída: fechar um acordo com Washington, investir nos EUA e obter taxas "especiais" mais baixas. Agora, a validade dos acordos é questionada.
O que está a acontecer no estrangeiro:

A proposta de tarifa global de 15% do presidente Trump parece simples, mas a execução é confusa. É uma sobretaxa aplicada sobre algumas taxas de base — mas não se acumula com certas tarifas setoriais específicas, como as de automóveis e aço, que se enquadram em leis diferentes. O impacto real varia amplamente entre produtos e parceiros comerciais.
Os economistas focam-se na taxa tarifária ponderada pelo comércio, uma média baseada no que os EUA efetivamente importam. Com isenções e regimes tarifários sobrepostos, as taxas médias para países individuais podem variar entre os 5% da Irlanda e os quase 30% da China, segundo o Global Trade Alert.
A decisão do Supremo Tribunal empurrou os mercados cambiais e obrigacionistas para um modo de esperar para ver. Tarifas mais baixas poderiam arrefecer a inflação, mas o reembolso de milhares de milhões em tarifas ilegais também poderá significar mais endividamento público.
O que está a mexer agora:
O que se segue: Os investidores continuam a monitorizar o que acontece com os reembolsos e se as tarifas temporárias de substituição se mantêm efetivamente.
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