
11/6/2025

O Banco de Inglaterra manteve as taxas de juro em 4,0% numa votação renhida de 5–4, com o Governador Andrew Bailey a dar o voto decisivo a favor de manter o custo do crédito inalterado.
O banco central sinalizou um potencial corte em dezembro. Bailey afirmou que os riscos de inflação no Reino Unido estão a diminuir, mas são necessárias "mais provas".
A inflação manteve-se estável em 3,8% em termos homólogos em setembro e espera-se que desça em outubro e novembro. Na próxima reunião, os decisores políticos terão mais clareza sobre o próximo orçamento do Reino Unido e também sobre o mercado de trabalho.

A taxa de inflação anual do Reino Unido é mais elevada do que nos EUA ou na Zona Euro, e está entre as mais altas de todas as economias avançadas.
Principais fatores:
O Reino Unido registou picos mais acentuados pós-pandemia nos preços da energia e dos alimentos, e o seu mercado de trabalho sobreaqueceu mais do que os seus pares. Também enfrentou escassez de mão de obra e custos comerciais mais elevados após o Brexit, a separação da Grã-Bretanha da União Europeia.
Espera-se que a ministra das Finanças do Reino Unido, Rachel Reeves, anuncie dezenas de milhares de milhões de libras em aumentos de impostos quando apresentar o orçamento a 26 de novembro. Poderá mesmo quebrar o tabu de 50 anos sobre o aumento da taxa básica do imposto sobre o rendimento, revertendo promessas de campanha.
Outras potenciais alterações fiscais:
A apresentação anual do orçamento é um dos dias mais significativos na política britânica. A ministra das Finanças — conhecida como chancellor of the exchequer — apresenta num discurso ao parlamento os seus planos para tributar, gastar e orientar a economia.
Antes disso, posa em frente ao 11 Downing Street (ao lado do mais famoso N.º 10, a residência do primeiro-ministro) segurando a caixa vermelha do orçamento. Não é apenas para mostrar: a pasta forrada a chumbo contém o seu discurso, continuando uma tradição que remonta à década de 1860.
É parte teatro, parte política. Espere anúncios surpresa conhecidos como "coelhos tirados da cartola", debate aceso e reações dos mercados.
Com o dia do orçamento a aproximar-se, a ministra das Finanças enfrenta escolhas difíceis sobre como financiar serviços públicos sob pressão e gerir a crescente dívida pública, em cerca de 95% de dívida em relação ao PIB. Devem os impostos subir, ou haverá uma forma melhor de equilibrar as contas?
Quer explorar mais? Baixe nosso app gratuito para desbloquear atualizações de especialistas e lições interativas sobre o mundo financeiro.